quarta-feira, 6 de abril de 2016
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domingo, 3 de abril de 2016
presente misterioso: assim começou o escândalo que ameaça o governo
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- Sergio Lima Folhapress14.nov.2014 - Posto da Torre, de Carlos Chater, em Brasília, ponto de origem da Lava Jato
O imenso escândalo de corrupção que sitia o governo brasileiro nasceu quase por azar, em um posto de gasolina. E prosseguiu com um presente caro que deixou os investigadores intrigados.
O Posto da Torre ocupa um grande espaço comercial no centro de Brasília e tem, além de 16 bombas de combustível, um minimercado, um café e uma lavanderia.
Quando a Polícia Federal chegou ali há dois anos, havia também uma casa de câmbio onde suspeitava-se que ocorria lavagem de dinheiro. A operação policial foi batizada de Lava Jato, ainda que no local não houvesse um serviço de limpeza de carros.
O nome passou a ser usado para todo o caso de corrupção que envolve a Petrobrás e levou para atrás das grades políticos e empresários poderosos e fez do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um alvo de investigação.
Com mais de 90 condenações realizadas até agora e cerca de R$ 2,7 bilhões recuperados pelos investigadores, é considerado o maior escândalo do gênero na história do país.
O terremoto político desatado pode custar caro à presidente Dilma Rousseff, que tem índices de popularidade baixíssimos e enfrenta uma ação da oposição para encerrar seu mandado com um processo de impeachmente no Congresso e outro no Tribunal Superior Eleitoral.
Lavagem de dinheiro
Era difícil prever todo este cenário quando os agentes chegaram àquele posto de gasolina em 17 de março de 2014.
"Ninguém imaginava que a Lava Jato ia se tornar o que é hoje", disse um policial federal que, desde o início, está próximo das investigações feitas a partir de Curitiba, no Paraná. "Era algo pequeno que só fez crescer desde então."
O posto em Brasília entrou na mira dos investigadores depois que começaram a ser monitoradas as comunicações telefônicas de seu dono, Carlos Chater, em julho de 2013.
Haviam chegado a ele ao averiguar supostos delitos de lavagem de dinheiro vinculados ao ex-deputado José Jatene, que, até sua morte, em 2010, tinha negócios no Paraná.
Organizações criminosas
A supeita era que Chater atuava como doleiro, nome dado no mundo do crime a operadores ilegais do mercado de câmbio que criam uma espécie de sistema bancário oculto usado por indivíduos e organizações para ocultar e lavar dinheiro sujo.
Depois de monitorar Chater por alguns meses, os investigadores concluiram que, na realidade, não estavam diante de uma, mas quatro organizações criminosas que interagiam entre si, tendo doleiros no seu comando.
Uma delas era encabeçada por Chater, que mais tarde seria condenado à prisão pelo juiz à frente da causa, Sérgio Moro, por lavagem de dinheiro.
Outra das organizações tinha como chefe Alberto Youssef, que, segundo os fiscais, era um "antigo conhecido da Procuradoria da República e da Polícia Federal"
Presente luxuoso
De fato, Youssef já havia sido preso em 2003 por lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro em um caso anterior de evasão de fundos do banco Banestado.
Naquela ocasião, ele conseguiu escapar de uma pena maior firmando um acordo de colaboração inédito no Brasil, para reduzir sua condenação em troca de fornecer informações, homologado pelo juiz Moro.
O caso Banestado foi certamente um antecedente chave para o escândalo que estremece o Brasil agora: além ter à frente o mesmo juiz, vários investigadores daquele esquema ilícito passaram a trabalhar na Lava Jato.
Quando voltaram a monitorar Youssef por seu vínculo com Chater, os agentes encontraram um email que aludia a um presente luxuoso: uma caminhonete Range Rover Evoque.
Vínculo com a Petrobrás
Eles se assombraram ao descobrir que o destinarário do presente de Youssef era Paulo Roberto Costa, que, entre 2004 e 2012, havia sido diretor de abastecimento da Petrobrás, um cargo crucial no gerenciamento de contratos.
O vínculo da petroleira estatal com a rede ilegal de lavagem de dinheiro e subornos acabou sendo exposto para os investigadores. Mas eles só conseguiram resolver o quebra-cabeças meses mais tarde.
A primeira fase da Lava Jato iniciada no posto de gasolina em Brasília resultou em 81 mandados de busca e 28 de prisão preventiva em várias cidades do país. E foram apreendidos carros esportivos, jóias, obras de arte e relógios de luxo.
O propósito era desarticular uma rede que lavava dinheiro do narcotráfico, do comércio ilegal de diamantes e de desvio de dinheiro público.
Reviravolta
Costa, ex-diretor da Petrobrás, foi preso em 20 de março de 2014, depois que seus familiares foram registrados por câmeras de segurança entrando e saindo em um edifício onde funcionava a empresa de Costa com bolsas e mochilas. Segundo os policiais, eles estavam destruindo provas.
A colaboração internacional também foi importante: promotores suíços informaram seus pares brasileiros que havia nos bancos do país mais de US$ 23 milhões (R$ 82,6 milhões em valores atuais) em contas pertecentes a Costa.
Tudo indicava aos investigadores que havia um esquema oculto de desvio e lavagem de dinheiro proveniente da Petrobrás, mas faltava descobrir exatamente como ele funcionava e até onde chegava.
Então, o caso teve uma reviravolta importante quando, em agosto de 2014, Costa chegou a um acordo de delação para reduzir sua pena. Em troca, deveria devolver dinheiro, relatar os crimes e indicar os outros implicados. Logo, Youssef fez o mesmo - e ele tinha bastante o que revelar.
Acordos de delação
Com esses novos testemunhos, os promotores denunciaram que as principais construtoras do país, entre elas gigantes como Odebrecht e Camargo Corrêa, haviam formado um cartel para repartir entre si contratos multimilionários com a Petrobrás.
Para obtê-los, pagavam subornos a diretores da empresa e a meia centena de políticos de diferentes partidos, inclusive o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados.
O dinheiro desviado variava entre 1% e 3% do valor dos contratos e ia para empresas que o disfarçava como pagamentos por consultorias para depois passarem por Youssef e outros doleiros antes de chegar a seus destinatários.
O escândalo não parou de crescer, alimentando um total de 49 acordos de colaboração que permitiram recuperar quase metade dos US$ 1,77 bilhão pagos em subornos, segundo os promotores.
Mil anos de prisão
Até o momento, 179 pessoas foram acusadas criminalmente. As condenações já emitidas em primeira instância somam quase mil anos de prisão.
Entre eles, estão o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, antigos diretores da Petrobrás e o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, condenado a 19 anos e 4 meses de prisão.
Youssef e Costa recebram também penas de 20 anos e alguns meses de prisão cada um. Mas, como tinham condenações prévias e foram delatores no caso, poderão receber benefícios de Moro.
Agora, resta a pergunta de até onde chegará a investigação.
Lula investigado
O ex-presidente Lula está sendo investigado por suspeitas de ter recebido benefícios das construtoras. Mas ele nega isso e critica Moro e os investigadores, inclusive sugerindo que eles causaram prejuízos à economia brasileira.
Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) pediu a Moro que enviasse à Corte as investigações sobre Lula, que agora deve resolver se continua com elas ou as devolve total ou parcialmente ao juiz.
Em sua decisão, o ministro Teori Zavascki criticou o fato de Moro ter divulgado conversas telefônicas de Lula gravadas por meio de escutas, inclusive uma com a presidente Dilma Rousseff que aumentou as suspeitas de que ela o nomeou ministro para dar a Lula foro privilegiado e evitar sua eventual prisão. A nomeação de Lula foi suspensa pelo ministro Gilmar Mendes.
Nesta semana, o STF decidiu retirar de Moro, no momento, todos os procedimentos de investigação envolvendo esta interceptação telefônica do ex-presidente. Os ministros foram unânimes ao dizer que cabe à Corte analisar as gravações, já que envolvem autoridades com foro privilegiado, como Dilma e o ministro Jaques Wagner.
Os ministros decidirão se as investigações serão integralmente mantidas no STF ou desmembradas para que continuem sob a jurisdição de Moro os procedimentos contra pessoas sem foro privilegiado, como Lula, já que sua nomeação está suspensa. A expectativa é de que na próxima semana o Supremo julgue se ele poderá ou não assumir a Casa Civil.
Enquanto isso, o posto de gasolina onde tudo começou continua a atender a centenas de veículos por dia na capital do país. Mas, agora, faz isso sem abrigar uma casa de câmbio em suas dependências.
Rádio Gospel IMUPD: OBRA SOCIAL IMUPD
Rádio Gospel IMUPD: OBRA SOCIAL IMUPD: Algumas obras sociais da nossa Igreja. Deseja nos ajudar, inclusive com doações pode contatar-nos: (41) 3082-0532
Defensor Público é assim!!!! Ah... Se todos fossem iguais ao senhor Dr. Daniel Macedo...

Daniel Macedo III
Palavras do Ministro da Ciência e Tecnologia e Informação Celso Pansera, nesta semana, sobre os primeiros resultados sobre a fosfoetanolamina e o caminho que deverá ser seguido.
“A gente tem certeza que não faz mal para o corpo Humano”.
“Como suplemento alimentar. Pode ser uma forma de se colocar a fosfo nas prateleiras das farmácias. ... E é o caminho que tendemos a seguir”
“Ela pode (fosfo) com os demais sais e componentes efetivamente ter uma ação benéfica”
“Posso dizer que o resultado até agora é satisfatório dentro daquilo que acho razoável”
Excelentíssimo Ministro gostaria de fazer algumas considerações. Foram gastos R$ 2.000.000,00 em quatro meses para dizer o que já sabíamos. Tudo bem! Em nome da segurança, boas práticas e necessidade de se comprovar cientificamente nem sempre as Agências reguladoras acompanham o dinamismo da ciência. Com isso muitas vidas são ceifadas.
Causa estranheza senhor Ministro, a tendência de liberação pela ANVISA de liberar a fosfo como suplemento alimentar, repentinamente. Não é difícil entender. Com isso eu diminuo a pressão sobre os órgãos encarregados de realizar a pesquisa, interrompo as pesquisas sorrateiramente, tiro os holofotes da imprensa, arrefeço os ânimos dos parlamentares e ainda saio de bonzinho com a sociedade civil. Como suplemento alimentar posso vender sem qualquer controle dos componentes, sem identificação do lote, controle de encapsulamento (pode ser que seja vendido em saquinho de sacolé) ao lado do açúcar mascavo no Mundo Verde
O que mais deixou-me perplexo é a pesquisa que fizestes para saber sobre o registro da fosfoetanolamina como suplemento alimentar. Não vai me causar estranheza que algum espertinho tenho realizado o depósito no INPI e na sequência algum laboratório ganancioso se arvore da fosfoetanolamina.
O senhor apenas não contava com pesquisadores que não abrem mão dos resultados em testes com vivos. Que não abrem mão de que a fosfoetanolamina seja um medicamento e não um suplemento alimentar. Que renunciaram quase vinte anos de suas vidas em benefício da ciência. Que não abrem mão de que a fosfo chegue ao mercado gratuitamente ou a baixo custo. Esqueceu senhor Ministro que aqui tem um Defensor Público que está acostumado com guerras diárias, assim como os meus pares, sem privilégios, verbas bilionárias, e que lutam contra um sistema tenebroso. Esquece que temos uma sociedade civil organizada com centenas de grupos discutindo a fosfo neste momento.
Liberar a pílula do câncer como suplemento é manobra além de banalizar todo o trabalho de pesquisa feito até hoje. Vocês não tem capacidade de fazer e atestar ciência?
Não iremos desistir de fazer o que é certo. Temos disposição para lutar, não duvide. Estaremos no Senado no próximo dia 5 de abril. Espero que venha com uma equipe de pesquisadores envergadura intelectual suficiente para rebater os argumentos do Dr. Gilberto e todos os demais pesquisadores titulares da patente.
sábado, 2 de abril de 2016
O guarda alimenta o tigre faminto com um pedaço de carne ridiculamente pequeno. A tortura não poderia ser mais perversa.
Há algumas fotos que parecem saídas de filmes de terror, mas o que está acontecendo em Surabaya, um jardim zoológico da Indonésia, é uma amarga realidade. Os animais, que antes eram lindos e saudáveis, estão em péssimo estado porque os tratadores do lugar são totalmente incapazes de prestar a eles até mesmo os cuidados mais rudimentares.
Não é de se admirar que um tigre orgulhoso, com pelo brilhante, se torne pele e osso, quando você o vê receber essa mísera porção de comida.
A cada mês, dezenas têm uma morte torturante e não natural. Os animais morrem de fome ou com doenças que não são tratadas.
As condições catastróficas do zoológico são conhecidas há anos. Em 2002, foi revelado que nem a gestão, nem os cuidadores tinha treinamento suficiente. Este urso sofre de uma doença de pele atroz, como resultado de maus tratos. Sem tratamento adequado, ele vai sobrevivendo com esforço em uma pequena gaiola imunda.
Desde 2010, o jardim zoológico tem estado sob gestão do Estado, portanto, muitos dos empregados de longa data foram dispensados e substituídos por trabalhadores sazonais não qualificados. Isso fez com que a situação piorasse. Este camelo está comendo o que é, provavelmente, sua primeira refeição em tempos. Os seus ossos lutam contra a sua pele sem pelos.
Os elefantes são animais inteligentes e muito graciosos. No entanto, no Surabaya Zoo, eles estão acorrentados pelas patas em um chão de cimento duro. Ninguém está interessado no fato de que as correntes cortam sua pele.
Outros animais estão tão magros que não são mais capazes de se mover. Consequentemente, eles são trancados em uma jaula minúscula e não têm chance de viver e se comportar naturalmente.
A última girafa do zoológico morreu com cerca de 20 kg de plástico no estômago. O plástico é, em parte, proveniente do lixo da jaula, que não foi limpa pelos cuidadores, e o restante é das embalagens dos doces que os visitantes do zoológico, ignorantes, dão aos animais.
O aumento de muitos animais está agora completamente fora de controle. Este espaço sombrio está superpovoado e não dá aos bichos oportunidades interativas. Eles passam a vida na sujeira, na monotonia e com fome.
Em contrapartida, existem os que só podem sonhar com alguma companhia. Vários orangotangos estão definhando em gaiolas enferrujadas que são tão pequenas, que qualquer outro dono de animal de estimação responsável não usaria sequer para manter um coelho.
Sem comida, sem água, sem poder fazer sua escalada, que tanto gostam, ou possibilidades de se esconder.
O que está servindo como tanque ao ar livre para este hipopótamo é nada mais do que o descaso abismal.
Embora estes viveiros sejam maiores, eles abrigam quase 180 pelicanos, ou seja, o espaço continua insuficiente.
A mídia refere-se a este lugar como "O Jardim Zoológico da Morte". O jardim zoológico de Surabaya permanece fiel à sua imagem com a sua vítima mais famosa: Michael. O leão tinha apenas 18 meses de idade quando ficou enrolado em um fio perigoso, que o sufocou. Antes que a polícia chegasse ao local, eles esconderam o corpo a fim de evitar uma investigação.
Não há vida lá, apenas dor e morte. Este lugar precisa urgentemente ser fechado! Para ajudar, você pode assinar esta petição. E há mais que você pode fazer: evitar visitar jardins zoológicos e circos que exibam animais selvagens. Estes serem não pertencem em jaulas, nem servem para ser o nosso entretenimento.
Compartilhe esta mensagem para que outras pessoas possam ter a oportunidade de assinar a petição para que, finalmente, o zoológico do inferno seja fechado e todos os animais sejam levados para reservas naturais.
LAVA JATO
IRMÃO DE CELSO DANIEL ACUSA PT DE TENTAR ABAFAR SEU ASSASSINATO
FAMÍLIA DE CELSO DANIAL CONFIA QUE LAVA JATO ESCLARECERÁ MORTE
Publicado: 01 de abril de 2016 às 19:59 - Atualizado às 22:00
BRUNO DANIEL E OUTROS FAMILIARES DO EX-PREFEITO DE SANTO ANDRÉ DEFENDEM A TESE DE CRIME POLÍTICO, PELA QUAL ELE TERIA SIDO MORTO PARA EVITAR DENÚNCIAS SOBRE ESQUEMAS DE CORRUPÇÃO EM FINANCIAMENTO DE CAMPANHAS PETISTAS E DE ALIADOS (FOTO: EBC)
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"A operação Lava Jato, nesta etapa Carbono 14, pode lançar luz sobre o que aconteceu naquela época", afirmou Bruno. "É necessário esclarecer por que razão a direção do PT teria remetido, através de esquemas ilícitos, cerca de R$ 6 milhões ao empresário Ronan Maria Pinto, dinheiro com qual ele teria adquirido o jornal do Grande ABC mediante chantagem ao Lula, ao José Dirceu e ao Gilberto Carvalho", complementa.
Bruno Daniel acusa o PT de tentar dissuadir a família de seguir pressionando pela apuração do caso. "O partido fez tudo o que era possível e imaginável para reforçar a tese da polícia, segundo a qual o crime seria um crime comum. Isso foi feito por inúmeros estratagemas. Por que razão o Partido dos Trabalhadores, com pouquíssimas exceções, se portou desse jeito?", questionou. Ele citou apenas três pessoas do PT, Hélio Bicudo - hoje um dos autores do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff -, o ex-senador Eduardo Suplicy e o então vereador em Santo André Ricardo Alvarez de não serem coniventes com os indícios de crime político.
A Carbono 14 investiga supostos repasses do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Ronan. Segundo as investigações, Bumlai tomou um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões em 2004 do Banco Schahin. Parte dos recursos foi destinada a pagar dívidas do PT. Metade do valor, segundo disse Bumlai à Polícia Federal, teria sido destinada a quitar dívidas da campanha petista em Campinas, em 2002 e 2004. A força-tarefa diz também que a operacionalização do esquema se deu inicialmente com o Frigorífico Bertin. De acordo com os investigadores, os outros R$ 6 milhões do montante foram destinados a Ronan Maria Pinto. Os procuradores agora querem saber o porquê. Em coletiva nesta manhã, a Lava Jato admitiu que investiga o elo com a morte de Celso Daniel, mas não deu maiores detalhes.
Bruno disse que cabe à polícia investigar, mas que ele acredita que Ronan teria informações sobre a morte de seu irmão e que obteve recursos ao chantagear dirigentes petistas para manter o silêncio. "Imagino, agora é só imaginação, pois quem deve elucidar isso é a investigação, mas imagino que ele (Ronan) tenha chantageado essas pessoas porque ele revelaria coisas relativas ao assassinato do Celso", afirmou.
Gilberto Carvalho. O irmão lembrou que foi encontrado um dossiê sobre corrupção na prefeitura de Santo André, no apartamento de Celso Daniel, três meses após a morte. Bruno alega que o documento foi produzido pelo ex-ministro Gilberto Carvalho. Bruno também acusa Carvalho de tentar dissuadir a ele e seu irmão, João Francisco Daniel, a não insistirem no caso.
"À época da missa de sétimo dia do Celso, meu irmão e eu fomos procurados pelo Gilberto Carvalho, que disse que havia um esquema para arrecadação de recursos para campanhas eleitorais do PT e aliados e que ele próprio (Carvalho) havia levado ao José Dirceu, então presidente do Partido dos Trabalhadores a quantia de R$ 1,2 milhão no seu 'corsinha' preto", relatou. "Nos perguntamos por que razão ele teria dito isso. A hipótese que a gente trabalha é que isso nos desestimularia a prosseguir nas investigações porque isso poderia representar uma mancha na história do Celso."
"Se houve problemas relacionados a esquemas espúrios de arrecadação de recursos, isso teria que ser apurado, mas nada justifica tortura e assassinato de quem quer que fosse", declarou.
Outro petista citado por Bruno na entrevista foi o atual prefeito de Mauá, Donisete Braga. "O então deputado estadual, Donisete Braga, teve seu celular rastreado na região do cativeiro do meu irmão, isso nunca foi esclarecido. O que estaria ele fazendo na região do cativeiro?"
Crime político. Na entrevista, Bruno Daniel lembrou que a polícia trabalhou o tempo todo com a tese, a seu ver "estapafúrdia", de crime comum, e que o Ministério Público, a pedido da família, seguiu a tese de crime político. Bruno lembrou também o caso do legista Carlos Delmonte Printes, que à época veio a público dizer que o assassinato de Celso Daniel tinha indícios que apontavam para queima de arquivo. O legista deu uma entrevista ao programa de Jô Soares, na TV Globo, e pouco depois apareceu morto. A polícia, na ocasião, encerrou o caso como suicídio, destacou Bruno. "Não foi encontrado nada no corpo dele que indicasse suicídio. Ele inclusive era de origem judaica e a família não aceitou que ele fosse enterrado em área separada no cemitério, como é da tradição deles", apontou.
Bruno destacou que seis pessoas já foram condenadas por envolvimento no caso da morte de seu irmão, mas que o suposto mandante Sergio Gomes da Silva, o 'Sombra', não foi ainda levado a júri popular. Bruno Daniel diz que também seria importante questionar de onde o 'Sombra' tirou recursos para pagar o advogado, Roberto Podval. "De onde saem os recursos de Sergio Gomes da Silva pra pagar o escritório de advocacia do doutor Podval, que cobra o olho da cara por seus serviços, de onde saem esses recursos?", insistiu. Podval é também o defensor de José Dirceu, que foi preso na Lava Jato.
Outro lado. Contatado pela reportagem, Donisete Braga disse que sua resposta é "a resposta da Justiça". "O Tribunal de Justiça, por decisão unânime, por 25 votos a zero, rejeitou a denúncia, bem como o promotor Rodrigo Pinto. Inclusive o próprio governador do Estado, Geraldo Alckmin, fez um documento informando minha presença no Palácio dos Bandeirantes no horário (do suposto rastreamento do celular", disse o prefeito de Mauá.
Donisete Braga destacou ainda que a questão lhe causou dano político e pessoal e incluiu, em sua resposta, que até mesmo sua adversária na disputa eleitoral pela prefeitura em 2012, Vanessa Damo (PMDB), ficou inelegível por ter recorrido ao tema na campanha. "Não quero repetir esse assunto que causou um transtorno imenso à minha vida", disse. Sobre a acusação de Bruno Daniel de que praticamente todos os membros do PT tentaram abafar a investigação do crime político, Donisete Braga disse que não iria se pronunciar. "Sem comentários", disse.
O advogado Roberto Podval diz que, em respeito à perda da família, prefere não comentar as citações de Bruno.
A reportagem também tentou contato com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, com o Instituto Lula, com o próprio partido, além de Carvalho, e não recebeu retorno até a publicação desta matéria. (AE)
RESPOSTA À MATÉRIA TENDENCIOSA SOBRE A FOSFOETANOLAMINA SINTÉTICA.
Comentado: Bom, para esclarecer ao público leitor desta matéria, começo pelo título do texto: "Cadê os mortos da fosfoetanolamina?" - também estou à procura. Administro um grupo com quase 14.000 pacientes oncológicos, a maioria em estado terminal ou paliativo e, nesses quase oito meses de trabalho voluntário, ainda não vi nenhum óbito por fosfoetanolamina. Vi sim, por câncer, por quimioterapias e pelo efeito rebote causado pela suspensão do uso da fosfoetanolamina pela cassação das liminares de quem já havia tomado as cápsulas da primeira remessa e, depois, tiveram seu DIREITO DE ESCOLHA tolhido. Passo a falar agora das "evidências em contrário" e, clicando no caminho indicado por vocês, abri o texto em que o Ministro Celso Pansera diz "Temos CERTEZA que a substância NÃO FAZ MAL PARA O CORPO HUMANO. Isso foi determinante para seguirmos para as próximas etapas. Como ela age dentro do corpo humano? Disso não temos prova científica." É cansativo explicar a mesma coisa para quem tem medo de enxergar o óbvio, mas vamos lá: o que diz o relatório? 1. Que a fosfoetanolamina sintética não é tóxica; 2. Que para determinar a eficácia é preciso seguir com os testes "in vivo". Explico: a substância precisa ser metabolizada com dois ácidos graxos presentes no fígado para que, metabolizada, sinalize as células cancerígenas para que o SISTEMA INUNOLÓGICO as destruam. Até onde eu sei, tubo de ensaio não tem fígado, muito menos, sistema imunológico, logo, impossível determinar sua eficácia em estudos feitos "in vitro", ainda mais nas quantidades em que foram utilizadas, cem vezes menor do que as já testadas e publicadas em diversos estudos científicos publicados, principalmente, nos Estados Unidos e Europa. Quem não tiver preguiça, favor dar uma olhada, para começar, nos artigos do Pubmed. Quanto ao Dr. Pírula e sua seita, prefiro não tecer comentários porque duvido que qualquer um deles tenha ao seu lado um paciente terminal que não possa mais contar com nenhuma alternativa oferecida pela medicina tradicional esperando a morte e à base de morfina. Não discuto artigos ou vídeos de quem não tem conhecimento de causa e insiste em "querer discutir a vida e a dor alheia" com o intuito de que deixem a esperança que existe, tendo em vista que tudo já foi tentado e escolham, deixe-me ver as opções... ah! a MORTE!!! Realmente, não há o que discutir. Vejamos, o que mais diz esse texto que mereça algum comentário? Sim, a matéria de Maurício Tuffani em seu blog na Folha. Li. É um texto político e trata de vaidades. Em nenhum momento o texto fez referência aos pacientes, DE NOVO, em estado terminal que não podem mais contar com a ajuda da medicina tradicional. Se não fala da dor dos pacientes e seus familiares, não merece comentários, afinal, essa é a prioridade e não a afronta à vaidade desse ou daquele órgão em detrimento de vidas que estão se perdendo. O que mais temos? Vejamos: Ah! As dezoito perguntas claras sem resposta até agora... sem resposta? Se quem escreveu a matéria pesquisasse mais um pouco, o que sei que é difícil, mais fácil é escrever um texto qualquer para aparecer e "surfar na onda" da dor alheia, teria as dezoito respostas documentadas, fotografadas e melhor... com exames... sabem porque o Congresso aprovou a lei? Porque eles têm essas respostas, com contrato assinado, resultados de exames antigos, encaminhamentos de um hospital bem conhecido, o SÍRIO LIBANÊS, agradecendo a costumeira gentileza do Professor Gilberto Chierice por, digamos, atender as solicitações feitas por médicos daquele hospital de FOSFOETANOLAMINA SINTÉTICA. Ah! Vocês não viram? Creio que todo mundo que escreve esses textos parciais também não. Aliás, tem muitas coisas que vocês não sabem e, por isso, claro, só podem dizer o que "acham". Nós, defensores dos pacientes oncológicos e SEU DIREITO DE ESCOLHA, escrevemos o que SABEMOS, sabem por quê? Porque para nós, a VIDA está em primeiro lugar. Acreditamos que a ciência, brilhantemente feita por todos os pesquisadores do mundo, inclusive, os pesquisadores da fosfoetanolamina sintética, É MUITO IMPORTANTE, entretanto, pacientes terminais não têm tempo para esperar essa evidência científica e, se já foi demonstrado pelo MCTI que mal não faz, SERÃO VOCÊS a negar a última esperança a quem não tem mais nenhuma??? Acho que não. O Congresso nada mais fez do que RESPEITAR A VONTADE DO PACIENTE, o que não é mais do que sua OBRIGAÇÃO. Vejamos, sera que vale a pena comentar mais alguma coisa? Ah! sim... a matéria "Justiça para Mario Rodriguez. Comecei a ler e parei porque já vi que, ao mencionarem o Dr. Dennis Cincinatus e seu caso particular como sendo o momento desencadeador da divulgação da fosfoetanolamina na mídia, pude perceber o nível de desinformação dos Senhores. Paro por aqui porque estou limitada por caracteres. A VIDA é limitada por isso e muito mais. RESPEITEM O DIREITO DE ESCOLHA DOS PACIENTES, A VIDA É DELES!!!
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